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sexta-feira, 15 de março de 2013

Papa Francisco


http://veja.abril.com.br/multimidia/galeria-fotos/papa-francisco-2013

O novo papa , Francisco, é um jesuíta.
Conheça sobre a Companhia de Jesus.
A ordem dos jesuítas nasceu da união de sonhos de seu fundador, Inácio de Loyola e dos esforços aplicados no momento em que a Igreja Católica mais precisava. A possibilidade de expansão do protestantismo acelerou o movimento de reação, exigindo atuação de Papas reformistas e do Concílio de Trento.
A Companhia de Jesus tem formado nestes mais de quatro séculos, homens que vêm marcando sua presença na história da Igreja e do mundo. Conta com um número considerável de santos e beatos - mais exatamente, 41 santos (entre eles 27 mártires) e 139 beatos (entre eles 131 mártires).
Seu fundador deu-lhe uma organização muito simples: é dirigida por um Padre Geral eleito por toda a vida, e dividida em províncias cada uma a cargo de um "provincial".
Cedo a Companhia de Jesus se ocupou da educação dos jovens. Já em 1548 se abria o primeiro colégio em Messina (Itália) destinado aos leigos.
Importantes ao longo de toda a história brasileira, e absolutamente fundamentais em seu princípio, os jesuítas desembarcaram na Bahia - trazidos pelo primeiro governador-geral Tomé de Souza - em 09 de março de 1549. Apenas nove anos, portanto, após a fundação da Companhia.
Muitos foram os homens dinâmicos, como Nóbrega, Anchieta, Luiz da Grã, Leonardo Nunes e Cristóvão Gouveia, a se sacrificar na realização de seu trabalho de fé. Estes e tantos outros, como, Antônio Vieira, uma dos maiores pregadores que a Companhia teve (um século mais tarde), identificaram-se completamente com os princípios da História do Brasil, sobretudo no capítulo da educação e catequese dos índios.
Quando em 1549 os jesuítas chegaram ao Brasil logo abriram escolas de ler e escrever e também de prática agrícola, marcenaria e ferraria. A educação, pois, no Brasil começou com os jesuítas. A formação comum dos professores religiosos, a mesma espiritualidade garantiam a unidade pedagógica, vazada em documento de 1599, a famosa "Ratio Studiorum" (ordenação dos estudos).
Esse sistema de educação formado por colégios, missões, catequese e que em muitos lugares era o único disponível, sofreu uma violenta interrupção em 1759, quando os jesuítas foram obrigados, pelo Marquês de Pombal, a deixar o Brasil.
Havia então 10 colégios, 10 seminários e outras residências. Os jesuítas estavam presentes até na Ilha de Marajó.
As conseqüências desta lacuna no sistema educacional podem ser sentidas até hoje, apesar do retorno gradativo dos jesuítas ao país, a partir do início do século passado.
Os jesuítas começaram a voltar ao Brasil em 1842: jesuítas alemães no Sul e italianos no Sudeste. Mais tarde, portugueses no Nordeste. Em 1867 é fundado em Itu, São Paulo, o colégio São Luís, hoje funcionando na capital do estado. O colégio Anchieta foi fundado em 1890 em Porto Alegre. Outros se sucedem nas principais capitais: Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador, Recife e mais recentemente Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Teresina. No colégio de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, estudaram personalidades importantes da República. Os jesuítas assumiram uma escola técnica de eletrônica em Minas Gerais e desde 1940 atuam no campo do ensino superior com a PUC do Rio de Janeiro (1940). Nas décadas seguintes surgiram a UNICAP (Recife) e a UNISINOS (São Leopoldo, Rio grande do Sul). Em São Paulo, com mais de 50 anos funciona a Faculdade São Luís.
A este grupo de escolas de ensino superior somam-se as escolas e institutos de pesquisa mantidas pela Fundação Educacional Inaciana Pe. Sabóia de Medeiros (antiga Fundação de Ciências Aplicadas), fundados a partir de 1941 pelo Pe. Sabóia de Medeiros, hoje reunidos no Centro Universitário FEI com cursos de engenharia, administração e ciências da computação.
Hoje em dia, no mundo inteiro, cerca de dez mil jesuítas, com a colaboração de cem mil leigos, são responsáveis por estender a ação educacional da Companhia de Jesus a mais de duas mil Instituições de ensino, atendendo a cerca de um milhão e meio de jovens e adultos, em 56 países.
No momento, no Brasil, há 4 províncias, uma região missionária e um distrito missionário. Os jesuítas atendem a 100.000 alunos. Em seus colégios e universidades um grande número de professores leigos colaboram para que as metas fundamentais da educação jesuítica sejam alcançadas.

http://www.fei.org.br/CompanhiaDeJesus.aspx
Os Jesuítas no Brasil

Célia Cristina da Silva Tavares (FFP-UERJ)
Os primeiros seis jesuítas vieram para o Brasil com o primeiro Governador Geral, Tomé de Souza, em 1549, autorizados pelo rei para manterem, com exclusividade, atividades missionárias regulares na colônia. A congregação religiosa dos inacianos ainda estava em estruturação e somente em 1556 chegaram ao Brasil as recém-escritas Constituições da Ordem.
A Província do Brasil da Assistência de Portugal foi organizada desde o século XVI, enquanto que a Vice-Província do Maranhão só foi estruturada no século XVII.
Os nomes dos primeiros inacianos radicados no Brasil são muito conhecidos: Manuel da Nóbrega, João Azpilcueta, Leonardo Nunes, Antônio Pires, Diogo Jácome e Vicente Rodrigues. A este núcleo inicial somaram-se outros nomes ao longo do século XVI, dentre os quais o famoso José de Anchieta. O significativo crescimento dessa congregação religiosa no Brasil acompanhou a tendência geral de expansão da Companhia de Jesus. Em um período de 26 anos o número de inacianos aumentou muito, 61 em 1568 para 154, em 1594 [1].
Já a presença sistemática de representantes da Companhia de Jesus na região do Maranhão e do Grão-Pará foi relativamente tardia. No início do século XVII, mais precisamente em 1607, dois inacianos, Francisco Pinto e Luís Figueira, partiram de Pernambuco para a serra de Ibiapaba com o intuito de evangelizar tribos indígenas ali localizadas. O primeiro foi sacrificado pelos índios Tapuias; Luís Figueira conseguiu escapar e voltou a Pernambuco.
O segundo registro da presença de jesuítas nas terras do Maranhão se faz com a chegada da armada que expulsou os franceses de São Luís em 1615. Os padres Manuel Gomes e Diogo Nunes passaram dois anos e meio realizando trabalhos de evangelização na região, sem formar missão.
Somente em 1622, Luís Figueira e Benedito Amodei chegam a São Luís para fixar residência dos jesuítas, encontrando resistência dos colonos na sua permanência, que só foi assegurada pelo firme apoio recebido pelo capitão-mor Antônio Moniz Barreiros. Os colonos temiam que os jesuítas dificultassem a escravização dos indígenas e por isso foram tão hostis.
Nesse mesmo ano, o colégio e a igreja da Companhia de Jesus em São Luís foram erguidos sobre ermida construída por capuchinhos franceses no tempo da França Equinocial.
Em 1636, Luís Figueira, acompanhando o governador Francisco Coelho de Carvalho, chegou ao Grão-Pará, também enfrentando hostilidade dos colonos. Ele estabeleceu contatos com indígenas, nascendo então a intenção de formar missão na região. Voltou à Europa para obter permissão e apoio para seus planos. Pelo alvará de 25 de julho de 1638, o jesuíta obteve a permissão para a "administração dos índios" do Estado do Maranhão [2]; mas somente em 1643 conseguiu partir com mais 14 missionários. No entanto, sua viagem não chegou a bom termo, a embarcação naufragou na entrada da baía do Sol. Apenas três dos religiosos sobreviveram ao naufrágio e o projeto das missões jesuíticas no Estado do Maranhão e Grão-Pará foi adiado[3].
Somente em 1652 a missão no Maranhão foi retomada, quando o padre Antônio Vieira recebeu ordem da Companhia de Jesus para embarcar imediatamente com destino às missões do Maranhão [4]. Sua vinda para a América também significou uma revitalização do projeto das missões da Companhia na região norte, além dele ter sido o grande articulador da defesa da liberdade dos índios.
A Companhia de Jesus teve uma ação destacada tanto no Estado do Brasil quanto no do Maranhão e Grão-Pará. Foi responsável pela administração de colégios que constituíam-se a base da educação ao longo de quase todo o período colonial. Também articulou importantes iniciativas de missionação dos indígenas, promovendo um complexo e inevitável processo de contatos culturais que muitas vezes causou problemas, mas que ao fim proporcionou significativos elementos para a formação do que é hoje nossa cultura. Consolidou ainda inúmeras iniciativas de ordem econômica que serviram para fortalecer suas ações evangelizadoras, mas que também despertaram inimizades e disputas com outras ordens religiosas e autoridades governamentais. Possuíam fazendas onde criavam gado, plantavam cana-de-açúcar e outros produtos, constituindo-se na priemira metade do século XVIII uma congregação religiosa muito rica e poderosa. No norte, articularam a exploração comercial das drogas do sertão, entre outras iniciativas muito lucrativas.
Tamanho apego à manutenção do poder econômico proporcionou oposições violentas contra os jesuítas ao longo do século XVIII. Duas bulas papais de 1741, que proibiam aos missionários qualquer comércio e o exercício de autoridade secular, foram reafirmadas pelo marquês de Pombal na tentativa de minimizar o poderio dos inacianos.
É justamente no período pombalino que a perseguição aos jesuítas se precipitou. Os inacianos dificultaram a realização de uma série de providências em relação aos indígenas, especialmente no norte e o governo de Francisco José investiu no antagonismo com os padres da Companhia de Jesus. Primeiro foi a lei de 1757, que retirava dos missionários a administração temporal das aldeias, que deveriam ser uma organização puramente civil, doravante. Essa lei foi complementada pelo Alvará de 8 de maio de 1758, o Diretório dos Índios, que pode ser classificado como o responsável pela definitiva secularização das missões do norte.
No ano de 1757, dez jesuítas foram expulsos. Dentre eles destacam-se o padre João Daniel [5], que expusera ao governador uma reclamação sobre a lei das liberdades e foi acusado de insubordinação; e os padres André Meisterburg e Anselmo Eckart, acusados de terem armado os índios, como acontecera no sul nas missões guaranis. Esta acusação se reporta a um episódio que remontava a uma viagem do governador Mendonça Furtado, irmão de Pombal, para transformar a missão jesuítica de Trocano na Vila de Borba, a nova. Quando lá chegou, o governador foi recebido com uma salva de tiros de duas peças de canhão que existia na missão e que, segundo o padre Anselmo Eckart, servia para espantar os índios bugres que por vezes ameaçavam a aldeia. No entanto, Francisco Xavier de Mendonça Furtado reconheceu nesse episódio uma reprodução da formação do exército guarani. O pretexto é evidente, e foi largamente difundido, a ponto de criar uma imagem de que os jesuítas, ao norte, teriam tentado imitar seus irmãos do sul no momento delicado de se obedecer aos ditames do Tratado de Madri de 1750.
Importante notar que os acontecimentos que se desenvolviam na colônia repercutiam no reino, alimentando uma série de denúncias divulgadas por diversas obras. Aproveitando esse momento, Pombal recomendou que o embaixador português em Roma fizesse denúncia contra a Companhia de Jesus, acusando-a de praticar comércio no Grão-Pará e Maranhão. O Cardeal Saldanha da Gama foi indicado pelo papa para o cargo de Reformador e Visitador da congregação inaciana, para investigar essas acusações. Em 1758, o Cardeal confirmou as denúncias, retirou as faculdades de confessar dos inacianos e condenou o Geral da Companhia de Jesus, Lorenzo Ricci, por permitir a comercialização das drogas do sertão.
O golpe de misericórdia estava para ser desferido. Ele se desdobrou em duas medidas tomadas em 1759: a Carta Régia de 28 de junho, reformando os estudos de latim, grego e retórica, e proibindo os jesuítas de ensinarem essas disciplinas, atividade que sempre fora o ponto fundamental da ação pedagógica da Companhia; e a lei de 3 de setembro, na qual os jesuítas foram declarados proscritos, foram desnacionalizados e, finalmente, expulsos do reino de Portugal e suas possessões. Os inacianos foram presos e seus bens confiscados. Os exilados, na sua maioria, se dirigiram a Civita vecchia, nos Estados Pontifícios, mas muitos ficaram presos nos cárceres de Portugal.


[1] Serafim Leite, História da Companhia de Jesus no Brasil. Lisboa/Rio de Janeiro: Portugália/Civilização Brasileira, 1945, v. VII, p. 240.
[2] A patente de Roma que dava a Luís Figueira o encargo de fundar a missão no Maranhão tem data de 3 de junho de 1639. Ver Serafim Leite, Suma Histórica da Companhia de Jesus no Brasil (Assistência de Portugal): 1549-1760. Lisboa: Junta de Investigações do Ultramar, 1965. p. 249.
[3] João Lúcio de Azevedo. Os jesuítas no Grão-Pará: suas missões e a colonização. Lisboa: Tavares Cardoso & Irmão, 1901. p. 40.
[4] Segundo Serafim Leite, op. cit., p.249Vieira foi o efetivo fundador da missão do Maranhão e Pará.
[5] Depois de expulso, enquanto esteve preso nos cárceres da fortaleza de S. Julião em Lisboa, o padre João Daniel escreveu um livro, Tesouro descoberto no rio máximo Amazonas, Rio de Janeiro: Imprensa Régia, 1830, onde descreveu a região amazônica do ponto de vista geográfico e considerou as potencialidades de recursos agrícolas baseado na sua experiência de dezoito anos como missionário.

http://bndigital.bn.br/redememoria/ciajesus.html

O Vaticano

O pequeno estado do Vaticano foi criado em 1929 quando o papa Pio XI e o ditador Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão que previa o Vaticano como um estado independente e o recebimento de uma indenização pela perda do seu território durante a unificação alemã e em contra partida, a Igreja Católica teve que abrir mão das terras conquistadas na Idade Média e também teve que reconhecer
Roma como a capital da Itália. 

Em 1947, o Tratado de Latrão passou a fazer parte da Constituição e o Papa teve que jurar neutralidade sobre termos políticos. 


http://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/o-vaticano.htm

segunda-feira, 11 de março de 2013

Corpos da Família Imperial são exumados em São Paulo.


Veja esta reportagem do jornal Folha de S. Paulo:

20/02/2013 

Corpos da família imperial são exumados

Corpos de três membros da família imperial brasileira --d. Pedro 1º, sua primeira mulher, d. Leopoldina, e a segunda, d. Amélia-- foram exumados e submetidos a análises físicas, químicas e a exames de imagem na Faculdade de Medicina da USP.

O trabalho, liderado pela historiadora Valdirene Ambiel, 41, fez parte de dissertação de mestrado defendida no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. As informações foram publicadas no jornal "O Estado de S.Paulo".
Uma das motivações para o estudo foi a preocupação com a conservação dos corpos, sepultados no Monumento à Independência, em São Paulo.
"Há infiltrações, problemas de manutenção e o relevo não ajuda", diz Valdirene. A urna de d. Pedro estava se esfacelando, tanto que foi necessária a confecção de um novo caixão.
MUMIFICAÇÃO
Antes da abertura de cada urna, a pedido da família, um padre realizava uma cerimônia em latim, segundo a pesquisadora, bolsista da Capes.
A maior surpresa encontrada logo após a abertura foi no caixão de d. Amélia. Já se sabia que o cadáver estava preservado, mas não se imaginava quanto. "Cílios, unhas, cabelo, tudo inteiro", diz Valdirene.

Corpos da família imperial são exumados

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Hugo Mori/Divulgação
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Detalhe do rosto de dona Amélia; os corpos de três membros da família imperial brasileira --d. Pedro 1º, sua primeira mulher, d. Leopoldina, e a segunda, d. Amélia-- foram exumados e submetidos a análises físicas, químicas e a exames de imagem na Faculdade de Medicina da USP
O médico Edson Amaro Jr., professor associado de radiologia na Faculdade de Medicina da USP, destaca também o cérebro.
"O órgão conservou sua morfologia. É possível observar até os giros. Isso vai motivar pesquisas futuras."
Editoria de Arte/Folhapress
Depois da abertura e de análises preliminares, para verificar a presença de fungos, por exemplo, os corpos passaram por tomografia.
Mas, para isso, foram levados até o Hospital das Clínicas. A remoção foi cercada de cuidados. O interior dos caixões ganhou uma espuma para fixar os esqueletos no percurso entre o Monumento à Independência, na zona sul, e o HC, na região oeste.
O transporte foi realizado em etapas: d. Leopoldina em março, d. Pedro em abril e d. Amélia em agosto. Os corpos saíam da cripta mais ou menos às 21h e eram devolvidos entre 4h e 5h da manhã.
Para chegar ao prédio do HC onde foram feitas as tomografias, os restos mortais entraram no complexo pelo Serviço de Verificação de Óbitos e passaram por um túnel subterrâneo --tudo para garantir o sigilo da operação.
A ossada de d. Pedro foi a única a passar por decapagem --retirada de resíduos dos ossos-- antes dos testes e também a única a ser submetida à ressonância.
Entre os achados dos exames, destaca-se a aparente ausência de fratura no fêmur de d. Leopoldina.
Acreditava-se que a imperatriz teria sido empurrada de uma escada por d. Pedro, o que teria levado à sua morte. Os testes também permitiram identificar que a imperatriz foi sepultada com a roupa da coroação.
No imperador, não foram encontrados sinais de sífilis na ossada, o que não chega a descartar que ele tivesse a doença como se suspeitava, segundo o médico Paulo Saldiva, professor de patologia na USP.
"Seria possível confirmar por meio de biópsia do coração dele, que está preservado em Portugal."
Amaro Jr. lembra que o trabalho é só um primeiro passo para pesquisas futuras. Uma das possibilidades é fazer uma reconstrução 3D, como um "d. Pedro virtual". Até a voz poderia ser reconstituída a partir de medidas ósseas, diz Saldiva.


http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1233506-corpos-da-familia-imperial-sao-exumados.shtml

O que publicou o jornal O Estado de São Paulo:
EDISON VEIGA E VITOR HUGO BRANDALISE - Agência Estado
Pela primeira vez em quase 180 anos foram exumados para estudos os restos mortais de Dom Pedro I, o primeiro imperador brasileiro, e de suas duas mulheres: as imperatrizes Dona Leopoldina e Dona Amélia. Os exames, realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de 2012 pela historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, com o apoio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, revelam fatos até então desconhecidos da família imperial brasileira e compõem um retrato jamais visto dos personagens históricos, cujos corpos estão na cripta do Parque da Independência, na zona sul da cidade, desde 1972.
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo acompanha os estudos de Valdirene desde 2010, quando a historiadora e arqueóloga conseguiu autorização dos descendentes da família imperial para exumar os restos mortais. Na segunda-feira (18), ela apresentou sua dissertação de mestrado no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.
Agora se sabe que o imperador tinha quatro costelas fraturadas do lado esquerdo, o que praticamente inutilizou um de seus pulmões - fato que pode ter agravado a tuberculose que o matou, aos 36 anos, em 1834. Os ferimentos constatados foram resultado de dois acidentes a cavalo (queda e quebra de carruagem), em 1823 e 1829, ambos no Rio.
No caixão de Dom Pedro, nova surpresa: não havia nenhuma comenda ou insígnia brasileira entre as cinco medalhas encontradas. O primeiro imperador do Brasil foi enterrado como general português, vestido com botas de cavalaria, medalha que reproduzia a constituição de Portugal e galões com formato da coroa do país ibérico. A única referência ao período em que governou o Brasil está na tampa de chumbo de um de seus três caixões: a gravação Primeiro Imperador do Brasil, ao lado de Rei de Portugal e Algarves.
Ao longo de três madrugadas, os restos mortais da família imperial foram transportados da cripta imperial, no Parque da Independência, à Faculdade de Medicina da USP, na Avenida Doutor Arnaldo, onde passaram por sessões de até cinco horas de tomografias e ressonância magnética. Pela primeira vez, o maior complexo hospitalar do País foi usado para pesquisar personagens históricos - na prática, Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia foram transformados em ilustres pacientes, com fichas cadastrais, equipe médica e direito a bateria de exames.
No caso da segunda mulher de Dom Pedro I, Dona Amélia de Leuchtenberg, a descoberta mais surpreendente veio antes ainda de que fosse levada ao hospital: ao abrir o caixão, a arqueóloga descobriu que a imperatriz está mumificada, fato que até hoje era desconhecido em sua biografia. O corpo da imperatriz, embora enegrecido, está preservado, inclusive cabelos, unhas e cílios. Entre as mãos de pele intacta, ela segura um crucifixo de madeira e metal.
O estudo também desmente a versão histórica - já próxima da categoria de "lenda" - de que a primeira mulher, Dona Leopoldina, teria caído ou sido derrubada por Dom Pedro de uma escada no palácio da Quinta da Boa Vista, então residência da família real. Segundo a versão, propalada por alguns historiadores, ela teria fraturado o fêmur. Nas análises no Instituto de Radiologia da USP, porém, não foi constatada nenhuma fratura nos ossos da imperatriz.
Futuro
"Unimos as ciências humanas, exatas e biomédicas com o objetivo de enriquecer a História do Brasil. A cripta imperial foi transformada em laboratório de especialidades, com profissionais usando os equipamentos mais modernos em prol da pesquisa histórica", disse a pesquisadora, que trabalhou três anos sob sigilo acadêmico. "O material coletado será útil para que as pesquisas continuem em diversas áreas ao longo dos próximos anos." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,exumacao-de-dpedro-i-e-suas-mulheres-reconta-a-historia,998740,0.htm

Agora, saiba sobre patrimônio e conservação :  http://portal.iphan.gov.br

Coreia do Norte


07/03/2013 
1) Coreia do Norte anula acordos de não agressão com Seul

Medida foi tomada após sanções do Conselho de Segurança da ONU.
ONU impôs sanções após 3º teste nuclear norte-coreano em fevereiro.

Da France Presse

A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira (8) a suspensão de todos os acordos de não agressão com a Coreia do Sul, horas após a adoção de novas sanções por parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra Pyongyang.
A Coreia do Norte "anula todos os acordos de não agressão entre o Norte e o Sul", informou o Comitê pela Reunificação Pacífica da Coreia em comunicado divulgado pela agência oficial KCNA.
O Conselho de Segurança da ONU decidiu na quinta-feira (7) impor uma série de sanções, especialmente financeiras, à Coreia do Norte, em resposta ao terceiro teste nuclear realizado em fevereiro por Pyongyang.
A resolução do Conselho, proposta por vários países (entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul e França) e adotada de forma unânime por seus 15 membros, tenta acabar com as fontes de financiamento utilizadas por Pyongyang para se aproximar de suas ambições militares e balísticas.
As medidas colocam sob vigilância os diplomatas norte-coreanos e engrossam uma lista negra de particulares e empresas submetidos ao congelamento de bens ou à proibição de viajar.
Após o anúncio das sanções, Pyongyang acusou Washington de querer provocar uma guerra atômica e ameaçou o país com um ataque nuclear preventivo. "Já que os Estados Unidos se dispõem a desencadear uma guerra nuclear, (nossas) forças armadas revolucionárias (...) se reservam o direito de lançar um ataque nuclear preventivo para destruir os bastiões dos agressores", informou um porta-voz do ministério das Relações Exteriores norte-coreano citado pela agência oficial KCNA.
No mesmo comunicado, a chancelaria norte-coreana adverte que uma segunda guerra da Coreia é inevitável diante da negativa de Washington e Seul de cancelar as manobras militares conjuntas previstas para a próxima semana.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/coreia-do-norte-anula-acordos-de-nao-agressao-com-seul.html

2) Ataque nuclear por parte da Coreia do Norte seria suicídio, diz especialista

 Mesmo assim, especialista ouvido pela DW diz que Coreia do Norte não ficará só na retórica e vai, de alguma forma, atacar a Coreia do Sul. A China tem papel fundamental na aplicação de sanções contra os norte-coreanos.

Depois de várias ameaças, a Coreia do Norte deverá colocar em prática, de alguma forma, as suas intimidações contra a Coreia do Sul. Isso poderia ser em forma de disparos de artilharia ao longo da zona desmilitarizada entre os dois países, por exemplo.
Isso é o que afirma Christoph Pohlmann, diretor do escritório da Fundação Friedrich Ebert na capital sul-coreana, Seul. Em entrevista exclusiva à DW, ele disse ainda que, caso a Coreia do Norte realize um ataque nuclear, certamente haverá retaliação por parte dos Estados Unidos – o que seria, na opinião dele, "basicamente um suicídio".
Ao mesmo tempo, Pohlmann frisou que a China tem um papel fundamental na aplicação de sanções contra a Coreia do Norte, já que os norte-coreanos realizam 70% de seu comércio com o gigante chinês. Ao mesmo tempo, a China estaria "muito irritada com o comportamento da Coreia do Norte".
Leia a entrevista completa:

Deutsche Welle  Há várias semanas, de forma incansável, a Coreia do Norte vem fazendo ameaças. Primeiro, anunciou que vai realizar mais testes nucleares neste ano e, depois, ameaçou uma guerra nuclear contra os Estados Unidos. Agora, anulou o acordo de não agressão com a Coreia do Sul. Em que medida, com esses acontecimentos recentes, o conflito escalou para um nível novo e mais perigoso?
Christoph Pohlmann Poderíamos dizer que o conflito chegou a um novo nível, que também pode ser verificado em termos de incidentes militares. Isso porque a Coreia do Norte não pode continuar ameaçando sem que essas ameaças sejam seguidas de atos. Isto é, nós realmente podemos supor que a Coreia do Norte vai agir militarmente de alguma forma.

Como isso poderia acontecer?
Pode ser o que já sabemos e vimos apenas nas últimas semanas e meses: mais testes de mísseis, possivelmente também com outros tipos de foguetes, ou mais testes nucleares. Podem-se incluir aí provocações militares sobre terra ou mar, por exemplo, na forma de disparos de artilharia contra uma ilha sul-coreana ou ao longo da zona desmilitarizada entre o Norte e o Sul.

A agência de notícias norte-coreana KCNA anunciou, em sua retórica de guerra, que as relações entre o Norte e o Sul teriam cruzado a linha de perigo de tal forma que a situação não poderia ser mais consertada, e que a situação na península coreana é agora tão perigosa que poderia acontecer uma guerra nuclear. Como você avalia isso?
Isto é, naturalmente, uma retórica inaceitável e causa grande incompreensão e também preocupação à Coreia do Sul. Ao mesmo tempo, a Coreia do Norte tem que saber que, no caso de um ataque nuclear, haverá retaliação nuclear pelo lado dos Estados Unidos. O governo sul-coreano enfatizou isso mais de uma vez. Isso é algo que realmente se deve levar em conta. Isso significa, basicamente, um suicídio – do que todos os observadores estão convencidos. E isso não seria do interesse do regime norte-coreano.

Então quer dizer que o "fundo do poço" ainda não foi atingido?
Não. Mesmo que não haja mais diálogo entre os dois lados, é mais provável que a tensa situação ainda seja agravada, por exemplo, devido a grandes manobras militares por ambos os lados na semana que vem. Mas eu não vejo isso. Não acho provável que a Coreia do Norte vá praticamente acabar a Coreia do Sul com um ataque nuclear, ou pelo menos atingir um ponto muito sensível, por exemplo, bombardeando Seul com armas nucleares.

Quanto ao "atingir um ponto sensível": essa é precisamente a intenção do endurecimento das sanções que o Conselho de Segurança impôs na quinta-feira (07/03) contra a Coreia do Norte. Essas foram as sanções mais duras na história recente do órgão mais poderoso da Organização das Nações Unidas (ONU). Qual é a eficácia deste pacote de sanções? Até que ponto essas medidas atingem o regime de Pyongyang?
O significado simbólico, por si só, já faz com que essas sanções sejam significativas. É um pacote de sanções que consiste em limitações financeiras, mas também o monitoramento das rotas de transporte. E isso também afeta diretamente os empresários que realizam negócios para a Coreia do Norte. Por um lado, estas sanções são importantes. Caso contrário, a Coreia do Norte não responderia de forma tão agressiva a elas. Por outro lado, a sua implementação depende crucialmente da China.
A China apoiou essas sanções – da mesma forma como as outras, contra testes de mísseis – para desgosto da Coreia do Norte. Até agora, porém, Pequim tem sido – formulando de forma diplomática – um pouco relutante na aplicação dessas sanções. Como vizinho da Coreia do Norte e como um país que realiza mais de 70% do comércio exterior da Coreia do Norte, a China tem, claro, um papel fundamental.

Este recente endurecimento de sanções apoiado pela China seria um indício para uma mudança de atitude por parte de Pequim?
Eu ainda não vejo uma mudança de atitude em que a China estaria disposta, eventualmente, a abandonar a Coreia do Norte. Mas, tanto a paciência da liderança chinesa como também dos especialistas científicos, bem como a do público em geral, está lentamente se esgotando. Embora existam diferentes facções – incluindo os que não desejam ameaçar a estabilidade do regime norte-coreano e que querem, por exemplo, manter definitivamente a Coreia do Norte engajada como um amortecedor contra os Estados Unidos –, a China está muito irritada com o comportamento da Coreia do Norte.
Enquanto isso, há preocupações de que o comportamento da Coreia do Norte já não seja mais previsível e parece estar se tornando mais extremo, de modo de a China quer sinalizar ao jovem líder norte-coreano Kim Jong Un que este comportamento agora simplesmente foi longe demais. E, ao mesmo tempo, a China quer apresentar-se mais forte do que no passado recente como um membro responsável da comunidade internacional.

Você vê no momento maneiras de quebrar o ciclo cada vez mais agressivo de ação e reação – e, se sim, onde?
No meu ponto de vista há possibilidades. O problema é que nenhum dos lados parece estar disposto a dar esse passo até agora. Atualmente, a lógica político-militar que prevalece parece sinalizar uma maior escalada e nenhum dos lados quer ceder, pois isso poderia ser avaliado como um sinal de fraqueza. Assim, por exemplo, os Estados Unidos estão conduzindo seus grandes exercícios militares esta semana e na próxima. E a Coreia do Norte deverá responder com outras manobras.
Uma possibilidade seria a de que os Estados Unidos, se possível junto com a China, pudessem apresentar uma espécie de proposta de negociação para sair desta espiral: uma proposta que também ofereça incentivos à Coreia do Norte, o que seria difícil na atual situação de provocação incessante da Coreia do Norte.
Mas, ao mesmo tempo, na minha opinião, não há outra maneira, porque o perigo de que possam haver erros de cálculo de ambos os lados é muito grande, resultando em uma escalada incontrolável da situação. Isso significa que é imperativo que um dos lados – e no momento preferencialmente os lados mais fortes, ou seja, Estados Unidos e China – de preferência juntos, se aproximem dos norte-coreanos e tentem dissuadi-los deste curso. seja de forma aberta ou através de canais informais.

Autora: Esther Felden (fc) Revisão: Roselaine Wandscheer http://www.dw.de/ataque-nuclear-por-parte-da-coreia-do-norte-seria-suic%C3%ADdio-diz-especialista/a-16661325

3) 11-3-2013- A Coreia do Norte declarou "completamente nulo" nesta segunda-feira (11) o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-53) e garantiu, por meio do jornal "Rodong Sinmun", que está se preparando para uma guerra iminente contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.
"Agora é o momento da batalha final", afirmou a publicação do regime após declarar inválido, como anunciou na semana passada, o cessar-fogo vigente há seis décadas. O editorial afirmou que "ninguém pode prever" o que vai acontecer na região, onde a tensão permanece elevada.

O jornal acrescentou que Pyongyang deixou seus mísseis estratégicos e os sistemas de lançamento múltiplo de foguetes de prontidão para um ataque. Além disso, afirmou que todos os cidadãos do país se transformaram em soldados, em uma nova advertência que chega após vários dias de ameaças do regime por meio de seus meios de comunicação.

A vizinha Coreia do Sul assegurou que o acordo de armistício não foi invalidado, pois, legalmente, sua anulação requer a conformidade das duas partes, como indica o texto assinado pelas duas Coreias no dia 27 de julho de 1953.

"Consideramos que o armistício segue de pé e, portanto, descartamos tecnicamente a guerra com o Norte", disse à Agência Efe um porta-voz do ministério de Seul, encarregado dos assuntos entre as duas Coreias.

Coreia do Norte corta única linha de comunicação com Coreia do Sul

Horas antes, o porta-voz confirmou que o regime de Kim Jong-un suspendeu de forma unilateral a linha telefônica da aldeia fronteiriça de Panmunjom, a única via de comunicação entre Seul e Pyongyang, geralmente usada para assuntos de urgência.

O exercício militar anual "Key Resolve", realizado por Coreia do Sul e EUA, que começou hoje e vai até o dia 21, foi o responsável por desencadear as ações norte-coreanas.
Devido ao tom elevado das ameaças da Coreia do Norte, as forças conjuntas de defesa de Seul e Washington mantêm um alerta elevado diante do temor que o regime comunista realize algum tipo de agressão física contra o sul.

Os aliados, cujo exercício militar "Key Resolve" se combina com outro atualmente em curso, o "Foal Eagle", acreditam na possibilidade de Pyongyang também iniciar manobras militares em grande escala nesta semana.

A nova ofensiva verbal é mais um degrau da recente campanha de ameaças do país comunista. Na quinta-feira (7), a ONU impôs novas sanções econômicas e comerciais por conta do teste nuclear de 12 de fevereiro, o terceiro do país após os realizados em 2006 e 2009.
Os EUA mantêm 28.500 soldados no território sul-coreano para defenderem seu aliado diante de um hipotético ataque do norte, seis décadas após o armistício que decretou o fim da Guerra da Coreia. Os dois países continuam tecnicamente em guerra, pois nenhum acordo de paz foi formalizado desde então. (Com Efe)
http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/03/11/coreia-do-norte-declara-nulo-cessar-fogo-com-seul.htm
Pesquise: Divisão da Coreia; Guerra da Coreia.
Elabore um texto a partir das reportagens e das pesquisas realizadas.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Hugo Chávez



Hugo Chávez -  Venezuela


Veja:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/03/130305_chavez_livepage.shtml
Pesquise sobre Simon Bolivar e sua ação no processo de independência na América.
Conheça o documento " Carta da Jamaica" e a proposta defendida por Bolivar.

Pesquise sobre a chamada "revolução bolivariana" na Venezuela, segundo Hugo Chávez.
Elabore um texto com base nas pesquisas realizadas e na reportagem aqui citada.
                              

França: protetos e luta por direitos.



Protestos na França: A revolta dos jovens contra as mudanças nas aposentadorias

in       http://educacao.uol.com.br/disciplinas/atualidades/protestos-na-franca-a-revolta-dos-jovens-contra-as-mudancas-nas-aposentadorias.htm

Há duas semanas as ruas da França foram tomadas por estudantes e sindicalistas que protestaram contra a reforma da previdência, proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy .

Direto ao ponto: Ficha-resumo

Pela mudança, aprovada pelo Senado no dia 22 de outubro, a idade mínima para se pedir aposentadoria passa de 60 para 62 anos. Para a aposentadoria integral, a idade foi elevada de 65 para 67 anos.

Com o envelhecimento da população causando o aumento dos gastos públicos, devido ao pagamento de pensões, a medida se tornou urgente em toda a Europa. Ainda mais depois da crise econômica mundial, que há dois anos derrubou as finanças da UE (União Europeia). .

Outros governos já fizeram reformas, aumentando a idade em que o trabalhador pode pedir a aposentadoria. Dessa forma, ele teria um tempo de vida profissional maior para custear o sistema previdenciário, e o governo conseguiria reduzir suas despesas.

Mas, se a reforma é necessária, por que os franceses se manifestaram contra o projeto de Sarkozy? Greves afetaram os transportes, os serviços, os portos e as refinarias, causando prejuízos ao país e desabastecimento em postos de combustíveis. Houve confrontos nas ruas entre polícia e manifestantes. Até a cantora Lady Gaga teve que cancelar a apresentação que faria em Paris.
Maio de 68
A questão foi política. O presidente francês, com seu jeito arrogante, impôs o projeto de reforma sem discutir com entidades de classes e outros setores da sociedade. Os sindicatos de esquerda, que são fortes na Europa, reagiram.

Para eles, a aposentadoria aos 60 anos é uma conquista e praticamente um símbolo da luta de classes. O sistema previdenciário atual vigora desde 1983, período do governo de Francois Mitterrand , que era socialista. E, além disso, os sindicalistas reclamam que os encargos da previdência recaem sobre os mais pobres.

Sarkozy, que vinha num processo de queda de popularidade (com aprovação de 25% dos franceses), decidiu enfrentar a oposição. Mas ele não contava com os jovens, que são um fator de desequilíbrio social desde o Maio de 68 . Os estudantes secundaristas, que ainda não entraram no mercado de trabalho, também foram às ruas protestar contra o projeto.

Os garotos, com idades entre 16 e 18 anos, acreditam que o aumento do tempo de trabalho vai reduzir os postos para os mais jovens. Mesmo que no futuro eles sejam beneficiados com a reforma, para eles é mais urgente garantir agora um emprego.

Outro motivo é que eles fazem parte da parcela dos franceses que mais detestam o presidente Sarkozy. Eles o acham vaidoso, conservador e reprovam suas leis anti-imigrantes e política favorável aos mais ricos.

E os estudantes não estão sozinhos. Numa consulta feita recentemente, quase 70% da população da França apoia as greves e os protestos. O presidente, que deve disputar a reeleição em 2012, não teve como recuar nas reformas que, tudo indica, serão apenas as primeiras de uma série que os Estados europeus terão pela frente.
Falência do Estado
A expectativa de vida maior do trabalhador era para ser sinônimo de desenvolvimento e progresso. E, na verdade, é. Uma população mais velha poupa mais e melhora a economia do país.

O problema é que, na Europa, o Estado de bem-estar social paga quase todas as aposentadorias (95% contra 39% nos Estados Unidos ) e outros benefícios para o trabalhador, como generosos seguros-desemprego.

Com isso, a situação fiscal dos governos entrou em colapso. Como eles irão sustentar uma população inativa que cresce a cada dia, ao passo que as pessoas têm menos filhos? Estimativas apontam que, daqui a três décadas, um terço da população europeia vai estar aposentada, sobrando apenas dois terços de mão-de-obra no continente.

A crise econômica, que obrigou os governos a gastarem mais para salvar suas instituições financeiras, apenas apressou as reformas. Elas só não haviam sido feitas antes para evitar o desgaste político - afinal, nenhum europeu quer perder as garantias de proteção do Estado.

Uma solução seria diminuir o valor das aposentadorias, mas isso deixaria os idosos mais pobres. Então, governos como a França têm optado por elevar o tempo de contribuição. O Reino Unido aumentou recentemente de 65 para 66 anos a idade mínima para aposentadoria, a partir de 2020. Medidas semelhantes foram adotadas na Itália, Espanha, Alemanha e Grécia. Todos, porém, estão enfrentando a oposição dos sindicatos e partidos de oposição.
Mais protestos
As greves francesas são um sintoma de uma mudança na economia europeia, que está transformando o Estado de bem-estar social. Ela vem acompanhada de aumento de impostos e redução dos gastos fiscais, com corte em benefícios. Num continente de tradição de lutas sociais, será uma tarefa árdua para os governantes. Por isso, a aprovação das reformas na França não foi o último capítulo dessa novela. O texto final da reforma foi sancionado na Assembleia Nacional no dia 27 de outubro e a lei deve ser promulgada em novembro.

Enquanto isso, a oposição, representada pelo Partido Socialista, deve recorrer à Corte Constitucional para vetar o projeto. Os sindicalistas, junto com os estudantes, marcaram novos protestos, mas as paralisações perderam força em todo o país.
Direto ao ponto

As ruas da França foram tomadas, há duas semanas, por estudantes e sindicalistas que protestaram contra as reformas das aposentadorias propostas pelo presidente Nicolas Sarkozy. O projeto foi aprovado no Senado dia 22 de outubro. Pela reforma, a idade mínima para se pedir aposentadoria passa de 60 para 62 anos. Para a aposentadoria integral, a idade mínima foi elevada de 65 para 67 anos.

A medida é necessária para conter os gastos do governo com a previdência. Com a expectativa de vida maior, ao passo que a taxa de natalidade caiu, o governo europeu gasta mais com o pagamento de pensões. As reformas já estavam previstas, mas a crise econômica de dois anos atrás acelerou o processo. Países como Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Grécia também tiveram que reduzir os gastos, cortando benefícios.

Em um continente cuja economia é baseada no Estado de bem-estar social, que provê generosas aposentadorias e outros benefícios sociais, as mudanças geram protestos. Na França, especificamente, a impopularidade do presidente Sarkozy uniu sindicalistas e estudantes. As greves paralisaram serviços, transportes e refinarias. Mesmo com a aprovação, a oposição prometeu novos protestos.
José Renato Salatiel, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é jornalista e professor universitário.

Bibliografia

  • Demografia: a ameaça invisível (Campus): Fábio Giambiagi e Paulo Tafner explicam como mudanças no sistema de aposentadorias são necessárias para a economia futura.
  • # O Estado de bem-estar social no século XXI (LTR): coletânea de artigos, organizada por Maurício Godinho Delgado e Lorena Vasconcelos Porto, que analisam o Estado moderno na sociedade globalizada.
  • A Chinesa (1967): filme do cineasta francês Jean-Luc Godard sobre jovens maoístas que discutem política e revolução, antecipando o Maio de 68.
  • # Inverno demográfico: o declínio da família humana (2008): documentário que fala das consequências do envelhecimento da população e queda dos índices de natalidade no mundo.

Relacione a história da França quanto à luta por direitos dos cidadãos com protestos atuais.

sábado, 2 de março de 2013

Quadro Rebeliões Regenciais

Rebeliões Regenciais- quadro para os alunos do Segundo ano do ensino Médio.


Revolta
Local
Da-
ta
Grupos que participa-ram
Objetivos
Causas
Resultado
Cabanagem
Pará
1835-40
Índios- mestiços-
Camadas populares.
Elites políticas no início do movimento.
Ocupar o poder ; reformas sociais.
Exploração da população. Falta de apoio do governo central.
Revolta pacificada com violência.
Balaiada
Mara-
nhão
1838-41
Liberais contrários á oligarquia local.Escravos. População pobre.
Descentralização.
Melhores condições sociais.
Descontenta-mento por causa de abusos políticos, miséria e escravidão.
Repressão do governo.
Farroupilha
Rio Grande do sul
1835-45
Elites proprietárias gaúchas.
 Proteção do governo ao charque gaúcho.
Defesa do federalismo, autonomia política e administrativa  da província.
 Altas taxas pagas pelos gaúchos para a venda do charque e falta de apoio do governo às atividades pecuaristas do sul
Negociação com os revoltosos.
Sabinada
Bahia
1837-38
Liberais exaltados.Pro-fissionais liberais, funcionários públicos, artesãos, pequenos comerciantes. ( caráter urbano)

Tornar a província independente até a maioridade de D. Pedro II.república Baianense.
Contra a situação política, econômica e social do período regencial
Repressão com violência
Revolta dos Malês
Bahia
1835
escravos
Libertar os escravos e massacrar brancos e mulatos
Escravos lutam pelo fim da escravidão e pela liberdade religiosa.Situa-ção social tensa. Péssimas condições. -
Rebeldes presos, condenados à morte, ao trabalho forçado e desterro.